Havia muito pouco a ser dito naquele barco, onde havia cinco remadores para ouvir. Os poucos tripulantes que permaneceram a bordo da escuna saudaram a recuperação e a chegada da Srta. Lucy, saltando para o cordame e proferindo aplausos após aplausos, com muitas demonstrações de braço e boné. Ela foi cuidadosamente entregue ao lado, o Capitão Weaver a recebeu, chapéu na mão e uma sucessão de reverências de felicitação, e sem mais delongas ela foi conduzida para a cabine que lhe fora designada por seu pai, que a abraçou repetidamente quando a estava sozinho, dizendo que ela parecia cansada, que precisava descansar um pouco antes de começar a contar a ele e ao Almirante o que lhe acontecera. Ele a segurou pelas mãos. Olhou para o rosto dela; seu afeto, sua gratidão, seu deleite o dominaram. "Senhores! Antes de expressar meus sentimentos, terei o prazer de propor um brinde. Só soube esta manhã que meu respeitável amigo à esquerda, Sr. Lawrence, filho daquele distinto oficial, o Contra-Almirante Sir William Lawrence, recebeu, por meio de seu amigo, o Capitão Acton, da Marinha de Sua Majestade, o comando daquela bela barca, a Minorca. Tenho certeza de que não há nenhum cavalheiro aqui que se interesse por nosso Porto Velho e que tenha a honra de conhecer o Capitão Acton e o Sr. Lawrence, que não se sinta orgulhoso e encantado por aquele belo navio, o Minorca, que todos nós agora reivindicamos como pertencente à nossa cidade, ser comandado pelo melhor oficial que já navegou pelo tombadilho de Sua Majestade. Senhores, desejo a saúde do Capitão Acton, do Sr. Lawrence e da Minorca, e que a prosperidade acompanhe o belo navio, e que ele retorne para casa para alegrar os olhos de todos os simpatizantes de nossa grande e velha cidade, carregando nosso armazéns com mais produtos estrangeiros."!
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Billy pegou o nabo indiano do seu amigo e, com a faca, raspou um pedaço da polpa branca e picante. "Agora, coloque isso no fundo da sua língua e deixe lá", ele ordenou. Ao passar pelo corredor, algo estranho e misterioso pareceu atrair seu olhar para um certo ponto. Ele olhou e lá, fitando-o com olhos azuis, lábios cor de botão de rosa entreabertos num sorriso, estava uma garota — e que garota!
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O rosto do Capitão Acton mudou com o espanto causado nele pelas palavras e pela maneira de falar de sua filha, e instantaneamente à sua memória ocorreu o comentário de sua irmã de que, se o Sr. Lawrence estava apaixonado por Lucy, ela estava igualmente apaixonada por ele, embora ela não demonstrasse nada além do olhar atento de uma solteirona. "Acho", ouviu-se a voz do Sr. Johnson acima do barulho, "que seria uma boa ideia acender uma fogueira naquele fogão enorme. Este lugar está completamente abobadado, de tanta umidade." "O Sr. Lawrence descreveria a viagem às Índias Ocidentais como tão bela, maravilhosa e, de fato, mágica quanto o sonho das Mil e Uma Noites", disse Lucy. "Mas o senhor não me falou de baratas", acrescentou ela com um sorriso e um daqueles olhares que nela pareciam uma reflexão ou uma morada do olhar, embora, a julgar pelo seu efeito pelo tempo, o olhar fosse pouco mais que um olhar; no entanto, isso era consequência da beleza peculiar de suas pálpebras pesadas, tornadas ainda mais lânguidas pelas franjas através das quais os grandes orbes castanho-escuros da visão direcionavam o olhar. "E o senhor não disse nada sobre a carne azulada com sal, que causa sede antes de ser saboreada."
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